“O Sistema Político é Feito Para Eleger A toda a hora As Mesmas Pessoas”

No primeiro instante, ninguém entendeu aquela jogada. Pelé obteve a bola na entrada da área italiana e, ao invés driblar o zagueiro e partir pro gol, tocou-a com pouca força para o lado correto, onde não havia nenhum jogador. Seria um problema primário cometido pelo rei do futebol? Nada disso. Assumir O Seu Papel De Personagem E Assimilar Que , na realidade, uma jogada genial. Lá de trás, vinha o lateral Carlos Alberto Torres, ligeiro como um foguete.

O passe de Pelé veio pela proporção exata. Efeito: mais uma bola no fundo das redes do goleiro italiano Albertosi. Era o quarto gol da Seleção brasileira, que selaria a conquista do tricampeonato mundial, no dia 21 de junho de 1970, no Estádio Azteca, no México. Escola Pra Heróis Vira Realidade No Universo Corporativo O Dia ?

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Como Pelé conseguiu perceber, quase de costas, a aproximação de Carlos Alberto? A resposta não tem nada de sobrenatural. Pelé tinha aquilo que, no meio futebolístico, costuma-se chamar visão de jogo — a competência de perceber, num piscar de olhos, tudo o que se passa à tua volta. Essa velha conhecida dos amantes do chamado esporte bretão tem outro nome para os oftalmologistas: visão periférica.

É ela que permite aos motoristas, tais como, olhar no espelho retrovisor sem perder a atenção no trânsito à frente. Ou, ainda, ao leitor perceber as bordas da revista enquanto lê o texto. Prontamente juntaram-se o oftalmologista Durval Morais de Carvalho e o técnico de futebol Paulo Gonçalves, professor da Escola Federal de Goiás, para jurar uma circunstância ousada: essa virtude podes ser formada e melhorada artificialmente. A charada é polêmica.

A “visão de jogo” a toda a hora foi considerada um dom de nascença de uns poucos privilegiados. “Alguns têm, outros não”, diz taxativamente o ex-jogador e técnico da Seleção brasileira, Paulo Roberto Falcão, que atualmente dirige o Internacional de Porto Feliz. Outro craque do passado recente, Roberto Rivellino, concorda: “Visão de jogo é questão de talento e isso nasce com o jogador”, diz Rivellino, na atualidade comentarista de Tv e técnico do Clube Brasil de Masters.

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Imediatamente o ex-atacante do Corinthians e da Seleção, Sócrates de Souza Vieira de Oliveira, acredita que é possível melhorar a sabedoria com treinamentos específicos. “O Curso De Imersão Em Terapia Intensiva Neuro.. exercício dessas técnicas é consequência da ausência de conhecimento”, adverte o ex-jogador, que ficou famoso por causa de seus desconcertantes passes de calcanhar, e hoje trabalha como médico em Ribeirão Preto, SP. A controvérsia é simples de definir, para o médico Durval Morais de Carvalho: “Os craques realmente podem aproveitar a visão periférica naturalmente. No entanto há como induzi-la assim como nos jogadores menos dotados”.

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Praticante do futebol, ele se interessou pelo cenário por acaso. “Eu a toda a hora ficava intrigado com lances em que um jogador, às vezes de costas, percebia um colega e fazia o passe”, conta. “Até que um dia me flagrei fazendo coisas desta maneira num jogo de amadores.” Como especialista em assuntos de visão, Palestra Motivacional Sobre Relacionamento Interpessoal Dentro Da Organização descobriu que sua “jogada de Pelé” não tinha sido casual. Na época, ele se dedicava a exaustivos exercícios de leitura dinâmica. E aparentemente havia. “Os exercícios me condicionavam a prestar mais atenção na periferia da visão.

Ao caminhar na rodovia, ficava incomodado com as placas e outdoors, que antes eu nem sequer percebia.” Se a visão lateral se mostrava mais apurada num simples passeio, no campo de futebol não poderia ser diferenciado. Não era mais vital assistir fixamente para a bola e, desse modo, Carvalho podia buscar companheiros desmarcados ou ver de perto a colocação do goleiro antes de chutar.

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